Por que o Brasil precisa de uma rede social própria
Somos mais de 140 milhões de pessoas em redes sociais, e passamos horas por dia nelas. Mesmo assim, nenhuma das grandes redes que usamos é brasileira. Neste texto, explicamos por que o país precisa de uma rede social própria e o que isso muda para quem usa.
O que significa uma rede social própria
Rede social própria não é um aplicativo com bandeira do Brasil na tela. Na prática, é uma rede em que três coisas acontecem aqui. Os dados ficam guardados em servidores no país. As decisões sobre o produto são tomadas por quem vive a realidade daqui. E as regras do que pode ou não circular seguem a lei brasileira desde o começo.
Por isso, o nome pouco importa. O que importa é onde estão os dados e quem decide.
Dados: a lei que vale é a de onde eles estão
Quando as suas fotos ficam num servidor em outro país, valem as leis daquele país e os interesses da empresa que o controla. Por exemplo, um pedido da Justiça brasileira pode levar meses para ser atendido. Além disso, a empresa pode mudar as regras de privacidade sem perguntar a ninguém daqui.
Com os dados aqui, quem manda é a Lei Geral de Proteção de Dados e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados. Além disso, o caminho dos dados fica curto. No BemTeVi, por exemplo, até a inteligência artificial que reconhece o assunto das fotos roda no nosso servidor, no Brasil. Nenhuma foto vai para empresas de fora. Contamos os detalhes em seus dados no Brasil.
Informação: quem decide o que circula
As grandes redes decidem, com regras globais, o que é notícia, o que é discurso de ódio e o que merece alcance. Além disso, essas regras foram pensadas para outros mercados e mudam ao sabor de cada eleição ou de cada troca de dono.
Uma rede social própria pode seguir o Marco Civil da Internet e as decisões da Justiça brasileira sem intermediários. No BemTeVi, a moderação é feita por pessoas da equipe, com a IA apenas apontando o que precisa de revisão. E as regras estão escritas em português claro, nos Termos de Uso.
Conteúdo: feito para agregar, não para prender
O modelo de negócio das grandes redes é o tempo de tela. Ou seja, quanto mais você rola, mais anúncios vê. Por isso, o algoritmo aprende a mostrar o que prende, e não o que faz bem.
Dá para escolher outro caminho. No BemTeVi, por exemplo, a Linha mostra quem você segue em ordem de publicação e avisa quando você está em dia. As sugestões por curtidas vêm desligadas. Também há lembretes de pausa, se você quiser. Ou seja, o app foi desenhado para você sair dele satisfeito, e não cansado. Explicamos tudo em como funciona o feed.
Soberania não é isolamento
Ter uma rede social própria não significa fechar a porta para o mundo. Significa, antes de tudo, ter uma opção. Hoje, se uma rede estrangeira sai do ar ou muda as regras, o brasileiro não tem para onde ir. As memórias e os amigos ficam presos lá.
Aliás, países como a Alemanha e a França investem há anos em alternativas digitais próprias. O Brasil, com o tamanho que tem, pode fazer o mesmo. E uma rede pequena, transparente e feita com cuidado é um bom começo.
O que o BemTeVi se propõe a ser
O BemTeVi é um app de fotos em fase de testes, feito no Brasil e guardado no Brasil. Portanto, não temos a pretensão de substituir ninguém. A proposta é mostrar, na prática, que dá para ter uma rede com dados aqui. Com regras claras e um feed que respeita o seu tempo. Se quiser conhecer, leia por que criamos uma rede social brasileira de fotos.
Perguntas frequentes
O que é uma rede social própria?
É uma rede em que os dados ficam no país, as decisões de produto são tomadas aqui e as regras seguem a lei local desde o começo.
Por que isso importa para a segurança dos dados?
Porque a lei que protege os seus dados é a do lugar onde eles estão. No Brasil, vale a LGPD e a ANPD pode fiscalizar.
Uma rede brasileira é melhor por ser brasileira?
Não. Ela é melhor se for feita com cuidado, porque ser brasileira garante só a lei que vale e quem decide; a qualidade depende do produto.
O BemTeVi é essa rede?
É uma tentativa, ainda em fase de testes. Mas os dados ficam no Brasil desde já, as regras são públicas e o feed foi feito para não viciar.